quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ATRAVESSAR O DESERTO

Abri os olhos e via a areia...
Ao fundo, por entre as árvores da marginal, uma palmeira...
Lembrei-me do deserto e do oásis.
Deitada na areia da "minha" praia chorava há, talvez, umas duas horas.
De vez em quando sou assolada pelas minhas dores. Como hoje.
Lembrei-me do que disse a Maria Flávia de Monsaraz, há dois dias, numa aula a que fui assistir.
Decidi ir de repente, na própria hora. Durante anos tentei ter uma consulta de astrologia com ela, desde que a vi na televisão, há cerca de 20 anos. Nunca foi possível. A lista de espera era de 2 anos e não fazia mais marcações. Agora me lembro que eu atendia no Porto uma grande amiga dela que se ofereceu para me tentar marcar uma consulta mas na altura eu não tinha disponibilidade. Porque é que agora de repente decidi ir assitir a uma aula? Soube por amigos que naquele dia, aquela hora, dava aulas. Fui. Aliás não fui com o intuito de assistir à aula. Fui para tentar falar com ela. E falei, quer antes quer depois da aula. Foi ela que me convidou para ficar e assistir à aula.
Quando a aula começou e percebi que seria uma das primeiras aulas de um módulo do primeiro ano (o curso é de sete anos) estranhei mais ainda. Como tenho formação em astrologia achei que aquela não seria certamente, a aula que mais me interessaria.
Profundo engano. A aula parecia ser-me dirigida. À medida que a Maria Flávia ia falando era como se fosse respondendo a várias questões que eu tinha colocado a Jesus nos últimos dias. Como se fosse uma confirmação de tanta coisa que Ele me foi dizendo. Sentia como se estivesse a falar de mim, como se estivesse a explicar o meu mapa, do princípio ao fim. E chorei, do princípio ao fim.
Falou na travessia do deserto. Usou essa metáfora várias vezes. Insistia nela. E que está muito presente em mim desde que li o livro do MST de que aqui falei há dias.
Quantas pessoas se dispõem a atravessar o deserto?
E hoje quando abri os olhos inchados e vi a areia lembrei-me disso.

4 comentários:

Pedro Quitério disse...

Tantas histórias que tens para contar...
Existem pessoas que por vezes dizem às outras a propósito de acharem que elas têm vidas melhores que as suas:
"...tens uma rica vida..."
Pois eu só tenho uma coisa a dizer:
Parabéns, tens uma vida rica... de acontecimentos, de ensinamentos, de coisas para deitar cá para fora, para nos contar a nós, leitores.
E, por mim, cá estou à espera para as ler, para elas sensibilizarem-me, para refleti-las, para meditar sobre todas elas.
É incrível a forma como fazes passar as mensagens que recebes, todas essas não coincidências da vida...
Tens mesmo que editar esse livro...
Abraço.

Lurdes disse...

Comentei a publicação seguinte, e nem reparei neste texto...
Só que sem saber bem porquê, resolvi antes de desligar o iPad, voltar a ver o blog, e deparei com este texto...
Hoje estive a ouvir a MFM, nunca tive o prazer da conhecer, porque nem sei lá bem porquê, nunca quis... Já percebi que o que muitas vezes nao quero, é o que mais tarde é pra mim. Já me aconteceu fugir de uma pessoa, nem lhe falar, etc e hoje ser uma amiga muito importante na minha vida, e desenvolvimento espiritual. Que engraçado estive a ouvir uma palestra sobre a doença, saúde e cura.... Referia a medicina tradicional chinesa, falou do Jung, Etienne Guillé, tanto sinal... E agora o texto da Olinda, o teu texto...
Bem só sei, que nao posso parar de te agradecer...
Bj Gd
Lurdes Jóia

Olinda Cristina disse...

Obrigada Pedro. Ensaiei aqui muitas respostas ao teu comentário. Mas vou ficar calada. E agradecer só. Agradecer-te pelo que disseste e agradecer à vida que tenho. Abraço apertado. Isso do livro...a ver vamos.

Olinda Cristina disse...

Lurdes, já me ri com o que contas no teu comentário...isso de fugir...espécie de private joke...mas bem verdade. Obrigada, sempre. Beijo grande.