A minha amiga Lurdes Jóia acabou de me enviar este lindo vídeo que me enterneceu e deixou a chorar...
Quando me tocam especialmente gosto de partilhar também aqui, e transcrevo a dedicatória dela, que só por si, já é uma beleza.
"Uma animação profundamente sensível da vida que os livros ganham e carregam. Vida e leitura transitam juntos atravessando a existência daqueles que lidam com eles e os deixam pousar em si mesmos e que se encantam em lhes dar vida, seja pela leitura ou pela escrita.
Para ti..."
terça-feira, 24 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
SAUDADES E AMOR
Estou no Porto há duas semanas e tenho a sensação de estar há dois meses. Nunca tive tantas saudades de Lisboa, ou melhor de Oeiras. Que agora até é de Algés. Logo na despedida da Lena e do Rui, já foi difícil. Nenhum de nós estava a compreender porque é que estava a ser tão difícil para todos. E só de estar a escrever já estou muito emocionada. Sempre que penso: vou ligar à Lena só para ouvir a voz dela e dizer-lhe a ela e ao Rui das saudades que tenho, ela liga, e vice-versa. Mantemo-nos em sintonia, apesar da distância.
Não estar lá no Optimus Alive, em que se ouviam em casa todos os concertos e um dos ecrãs gigantes dava directamente para a nossa varanda, foi especialmente difícil para mim. Tinha cá o meu filho a recuperar da operação e ir para Algés, nem que fosse só por esse fim de semana, estava fora de questão. A Lena ligava-me para eu ouvir através do telefone o som que se ouvia na nossa casa, e contava-me que o Rui estava a fotografar tudo para depois me mostrar. Mas segundo eles me disseram, a confusão à porta de casa era tão grande, tantos milhares de pessoas pelas ruas, que eles fugiram para o barco deles.
E por falar em barco, dias depois da operação do meu filho, numa meditação, Jesus mostrou-me a imagem do meu barco de luz estar a chegar a um porto, onde muitos outros barcos o esperavam. Como se estivesse a chegar a um lugar seguro, a um porto de abrigo. Mais tarde explicou-me o significado daquela imagem. É que estava mesmo num porto seguro, que é, literalmente, o Porto. Que foi onde passei uma prova dura, com a operação e difícil recuperação do meu filho, mas onde ao mesmo tempo tinha a minha família e a maior parte dos meus amigos para me apoiarem.
Explicou-me também que fui trazida para o Porto, para viver um amor. Que fui trazida ao colo e posta ao lado dele (literalmente) e me fizeram tropeçar nele (quase também literalmente), para que não tivesse dúvidas que eram eles (o povo de Céu) que estavam a tratar de tudo. Que estava na hora. Que já tinha vivido a desilusão. A desmontagem das minhas expectativas. Das minhas e das que me foram criadas. Já tinha passado pela traição da confiança. E que estava pronta para um novo tipo de desafio. Agora com mais transparência. E menos expectativas.
Antes desta explicação, quando falava com a Lena dizia-lhe que não estava a perceber porquê de tanto tempo no Porto, mas que também ainda não tinha perguntado a Jesus. A resposta d'Ele foi surpreendente. Como a Vida.
Não estar lá no Optimus Alive, em que se ouviam em casa todos os concertos e um dos ecrãs gigantes dava directamente para a nossa varanda, foi especialmente difícil para mim. Tinha cá o meu filho a recuperar da operação e ir para Algés, nem que fosse só por esse fim de semana, estava fora de questão. A Lena ligava-me para eu ouvir através do telefone o som que se ouvia na nossa casa, e contava-me que o Rui estava a fotografar tudo para depois me mostrar. Mas segundo eles me disseram, a confusão à porta de casa era tão grande, tantos milhares de pessoas pelas ruas, que eles fugiram para o barco deles.
E por falar em barco, dias depois da operação do meu filho, numa meditação, Jesus mostrou-me a imagem do meu barco de luz estar a chegar a um porto, onde muitos outros barcos o esperavam. Como se estivesse a chegar a um lugar seguro, a um porto de abrigo. Mais tarde explicou-me o significado daquela imagem. É que estava mesmo num porto seguro, que é, literalmente, o Porto. Que foi onde passei uma prova dura, com a operação e difícil recuperação do meu filho, mas onde ao mesmo tempo tinha a minha família e a maior parte dos meus amigos para me apoiarem.
Explicou-me também que fui trazida para o Porto, para viver um amor. Que fui trazida ao colo e posta ao lado dele (literalmente) e me fizeram tropeçar nele (quase também literalmente), para que não tivesse dúvidas que eram eles (o povo de Céu) que estavam a tratar de tudo. Que estava na hora. Que já tinha vivido a desilusão. A desmontagem das minhas expectativas. Das minhas e das que me foram criadas. Já tinha passado pela traição da confiança. E que estava pronta para um novo tipo de desafio. Agora com mais transparência. E menos expectativas.
Antes desta explicação, quando falava com a Lena dizia-lhe que não estava a perceber porquê de tanto tempo no Porto, mas que também ainda não tinha perguntado a Jesus. A resposta d'Ele foi surpreendente. Como a Vida.
sábado, 21 de julho de 2012
TRIBUTO 2 À VÂNIA
Conheci a Vânia no segundo ano da faculdade. Rápidamente nos tornamos amigas. E os nossos namorados também. Ao longo dos anos tornámo-nos grandes amigas. E os nossos namorados, entretanto tornados maridos, também. Até hoje. A Vânia e o Chico sempre foram presenças muito fortes e constantes na minha vida. Há poucos dias estiveram a jantar em minha casa com outros amigos e lembramos o que já nos divertimos juntos. Quase que é difícil acreditar como nos divertíamos tanto. Faziamos a festa e deitavamos os foguetes (por acaso há dias, o Chico até lançou, literalmente, os foguetes). Duas leoas, não precisavamos de muito para saltar para cima das mesas e dançar. O Chico lembrou uma vez (eu já não me lembrava) em que a Vânia amolgou o capô do carro de outro amigo, porque dançou lá em cima. O Grove e o Gerês serão para sempre locais que ligaremos à nossa amizade, tantos foram os fins de semana e férias lá passados durante anos.
E ontem era preciso levar o meu filho à urgência de um hospital. Fiz alguns telefonemas para confirmar se era mesmo caso de o levar à urgência, e era. Um hora da madrugada. E a Vânia, que estava a par do que se estava a passar, fez absoluta questão de ir connosco. Quando insistiu sem me dar hipótese de não aceitar, comecei a chorar. Porque foi um conforto tão grande, incomensurável, ter a minha amiga comigo. Sugeriu que fossemos ao hospital de Alfena, que foi inaugurado há apenas 6 meses.
E quando lá chegamos, já quase às duas da madrugada, espantamo-nos porque nem parecia um hospital, parecia mais um hotel...tão moderno, rodeado de pinheiros, muito bem ajardinado...o Zé ainda fez umas piadolas como se fossemos passar férias...
Felizmente não era nada de grave, tudo indica que será apenas uma virose.
O médico era extremamente simpático e todo o ambiente era diferente do que eu costumo encontrar nos hospitais. Foi o primeiro com música pelos corredores e nos gabinetes.
Também foi a primeira vez que alguém entrou comigo para uma consulta com o meu filho, a não ser o pai dele. Em lado nenhum seria permitido. Ali autorizaram, sem problema nenhum, a Vânia a entrar connosco.
E foi tudo infinitamente mais fácil só porque ela estava presente. Há tempos Jesus mostrou-me a importância de alguns amigos na minha vida (que felizmente são muitos e verdadeiros, o que não é comum e é das grandes bençãos da minha vida porque sei que estão incondicionalmente comigo e tenho incontáveis demonstrações disso). Mostrou-me como a Vânia foi a primeira a visitar-me em Oeiras. Foi ela que me ajudou a fazer a mudança e passou lá comigo o primeiro fim de semana. Foi ela a primeira pessoa a visitar-nos no hospital há 15 dias, no dia seguinte à operação do meu filho.
Por isso, lhe agradecia tanto ontem. Por isso gosto tanto dela. Gosto de todas as minhas amigas e amigos, conheço-os bem e sei que seriam capazes de fazer o mesmo por mim. Mas ontem o Céu abençoou-me com a grande amizade de dois amigos que fizeram com que o meu dia, apesar de tudo, fosse lindo.
E também por isso, presto aqui o segundo tributo à minha amiga Vânia :)
E ontem era preciso levar o meu filho à urgência de um hospital. Fiz alguns telefonemas para confirmar se era mesmo caso de o levar à urgência, e era. Um hora da madrugada. E a Vânia, que estava a par do que se estava a passar, fez absoluta questão de ir connosco. Quando insistiu sem me dar hipótese de não aceitar, comecei a chorar. Porque foi um conforto tão grande, incomensurável, ter a minha amiga comigo. Sugeriu que fossemos ao hospital de Alfena, que foi inaugurado há apenas 6 meses.
E quando lá chegamos, já quase às duas da madrugada, espantamo-nos porque nem parecia um hospital, parecia mais um hotel...tão moderno, rodeado de pinheiros, muito bem ajardinado...o Zé ainda fez umas piadolas como se fossemos passar férias...
Felizmente não era nada de grave, tudo indica que será apenas uma virose.
O médico era extremamente simpático e todo o ambiente era diferente do que eu costumo encontrar nos hospitais. Foi o primeiro com música pelos corredores e nos gabinetes.
Também foi a primeira vez que alguém entrou comigo para uma consulta com o meu filho, a não ser o pai dele. Em lado nenhum seria permitido. Ali autorizaram, sem problema nenhum, a Vânia a entrar connosco.
E foi tudo infinitamente mais fácil só porque ela estava presente. Há tempos Jesus mostrou-me a importância de alguns amigos na minha vida (que felizmente são muitos e verdadeiros, o que não é comum e é das grandes bençãos da minha vida porque sei que estão incondicionalmente comigo e tenho incontáveis demonstrações disso). Mostrou-me como a Vânia foi a primeira a visitar-me em Oeiras. Foi ela que me ajudou a fazer a mudança e passou lá comigo o primeiro fim de semana. Foi ela a primeira pessoa a visitar-nos no hospital há 15 dias, no dia seguinte à operação do meu filho.
Por isso, lhe agradecia tanto ontem. Por isso gosto tanto dela. Gosto de todas as minhas amigas e amigos, conheço-os bem e sei que seriam capazes de fazer o mesmo por mim. Mas ontem o Céu abençoou-me com a grande amizade de dois amigos que fizeram com que o meu dia, apesar de tudo, fosse lindo.
E também por isso, presto aqui o segundo tributo à minha amiga Vânia :)
sexta-feira, 20 de julho de 2012
APARÊNCIAS
Estava numa fila de trânsito e a reparar no carro à minha frente. Familiar e já um bocado antigo. Que "aparentemente" em nada condizia com o rapaz que o conduzia. Perguntei-me como se sentiria ele naquele carro. Se se identificava com ele ou não. Se se sentiria julgado em função dele e se isso seria indiferente para ele ou não. Felizes os que não são condicionados pela opinião dos outros.
E os que se importam com a opinião dos outros? Estão a sujeitar-se a uma opinião de alguém que tem opinião. Que acha alguma coisa. Neste caso, concreto, que julgará a pessoa pelo carro. Pelas aparências. Então, muitas vezes estamos a preocupar-nos com o opinião de quem julga. De quem acha que uma marca ou modelo de carro é importante. De quem avalia pelo que se tem e não pelo que se é. E porque havia uma opinião dessas de nos afectar ?
Estava tão absorta nestes pensamentos que nem me dei conta que ele já não estava à minha frente mas na fila ao lado e a par de mim. Tanto ele como a namorada (seria?) estavam com o pescoço esticado, a espreitar para mim. Fiquei surpreendida. Porque estariam eles a olhar? Depois achei que devia ser por causa do tipo e volume da música. Também devem ter achado que a música não condizia comigo...e ri-me.
E os que se importam com a opinião dos outros? Estão a sujeitar-se a uma opinião de alguém que tem opinião. Que acha alguma coisa. Neste caso, concreto, que julgará a pessoa pelo carro. Pelas aparências. Então, muitas vezes estamos a preocupar-nos com o opinião de quem julga. De quem acha que uma marca ou modelo de carro é importante. De quem avalia pelo que se tem e não pelo que se é. E porque havia uma opinião dessas de nos afectar ?
Estava tão absorta nestes pensamentos que nem me dei conta que ele já não estava à minha frente mas na fila ao lado e a par de mim. Tanto ele como a namorada (seria?) estavam com o pescoço esticado, a espreitar para mim. Fiquei surpreendida. Porque estariam eles a olhar? Depois achei que devia ser por causa do tipo e volume da música. Também devem ter achado que a música não condizia comigo...e ri-me.
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