domingo, 8 de janeiro de 2012

O MEU LIVRO E OS DIAS SEGUINTES

Ontem a Filipa abraçou-me. Um abraço sentido, longo, apertado. Comovente.
Disse-me: Tu tens tido grandes sofrimentos mas também recebes cada compensação!...

Porque tinha acabado de receber um telefonema da parte da Maria Flávia Monsaraz, a marcar a tal consulta por que esperava há 20 anos.

O que a Filipa disse é verdade. Tem sido a história da minha vida.

E o livro foi realmente uma das maiores compensações que tive, sem dúvida.

No dia seguinte a tê-lo recebido, senti que tinha de ir andar a pé, já era noite. Não me estava a apetecer, mas fui. Estava muito cansada porque com a excitação do livro, mal tinha dormido na noite anterior. Estava a começar a caminhada no passeio marítimo e Jesus chamou-me para a praia. Para a beira da água. Pediu-me para olhar para a luz do Bugio. E disse-me:

Falei-te na coragem necessária para ultrapassar esse ponto que simboliza a separação entre o mundo conhecido e o mundo desconhecido. Falei-te nisso durante o dia. Agora repara na coragem que é necessária para enfrentar o desconhecido durante a noite. Fazer-se a um mar desconhecido durante o dia, é difícil. Mas fazer-se a ele durante a noite é ainda mais dificil.
Isto é para perceberes que os desafios podem ser sempre mais difíceis.
E já te pedi para fazeres coisas equivalentes a entrar num mar desconhecido durante a noite. E entraste.


E chorei. E fiz-lhe uma vénia, ali, na praia. Porque me vergo perante Ele, que é a Luz. Como sempre fiz.

Estou a escrever isto e estou emocionadíssima, felicíssima só pelo amor que sinto por Ele. E porque me sinto amada.

E lembrou-me que nesse dia eu tinha contado a alguem que vivia sózinha e que isso não era verdade. Que eu vivo com Ele. Outro choro.

E que eu tinha escrito sobre as mudanças que fiz ao longo deste processo, de casa, de trabalho, mas que não tinha contado que até de nome tinha mudado. Que deixei de ser Cristina para passar a ser Olinda. Foi uma decisão minha, apesar de não gostar do nome Olinda. Tomei essa decisão porque na altura havia uma Cristina onde trabalho, e porque me ajudava a sentir a diferença entre a forma de vida anterior e a actual. E passaram a chamar-me Linda ou Lindinha, que até é bem bom. Gosto muito. Mas agora até estou a gostar mais é de Olinda Cristina. Quando me perguntam o nome já não hesito entre Olinda ou Cristina, respondo Olinda Cristina. O meu nome próprio completo. Talvez porque também me esteja a completar.

E Jesus continuou: Para fazeres o teu processo tens-me a mim no Céu e o teu filho na Terra. Estas bençãos podem fazer-te perder a noção de Terra. E o teu filho faz-te pôr os pés no chão. Puxa-te para as questões terrenas. Para não fugires daí. Não podes. Ele puxa-te. É por ele que vais a Rebordosa. Isso ajuda-te a perceber que tens muitas questões aí para enfrentar.

Voltou a falar no livro. E tal como fez no dia em que o recebi, relacionou-o com a minha entrega durante este processo espiritual, que terminou um ciclo de 7 anos. E voltou a falar no curso de terapeutas. Desta vez no trabalho de fim de curso. Em que descobri o prazer da escrita. Eu sabia muito bem o quanto gostava de ler, mas desconhecia o prazer que tinha em escrever. E dediquei-me aquele trabalho de corpo e alma. Fiquei surpreendida com o prazer que me deu, a tal ponto que escrevia de dia e de noite, sem sentir qualquer cansaço. Porque estava a escrever para Ele. Isso foi há cinco anos. E o blog começou há dois, porque Ele me voltou a pedir para escrever para Ele.

Já há uns meses atrás, Ele, de repente me tinha falado nesse trabalho do curso. Disse-me que eu na altura tinha ficado triste comigo porque era suposto pormos muito de nós próprios no trabalho e eu achava que não tinha posto nada de mim. E Jesus disse-me: Achaste que não puseste nada de ti. Não é verdade. Puseste todo o teu rigor.

Porque na altura eu não fui capaz de me misturar a mim com os ensinamentos de Jesus. Achei que uma coisa era uma coisa e outra coisa era outra coisa. Não quer dizer que eu estivesse certa. Mas que fiz por rigor. E esse rigor é uma qualidade. Pelos vistos.

Por outro lado, não me expus. E agora, com a proposta de Jesus, desenvolvi o gosto que tenho pela escrita, que me fez infinitamente mais feliz, e tive que me expôr. O que não consegui fazer há cinco anos atrás, fiz agora.

E que o livro é um culminar disto tudo. Deste processo. E por isso foi uma surpresa.

E engraçado que na altura a Filipa vinha comigo para o curso de terapeutas. Eu vinha do Porto e ela de Coimbra. Fizemos dezenas de viagens juntas, ou centenas, nem sei. Ida e volta duas vezes por semana, durante um ano ou um ano e meio. É fazer as contas, como disse o outro.

Realmente quando fazemos as coisas, só porque sabemos que temos que fazer, porque é o certo, porque é o que intuímos, recebemos o retorno quando menos esperamos.

E estou agora aqui a pensar que a Lurdes Jóia é uma boa cúmplice de Jesus...Sim senhora. Vai bem lançada. Primeiro a Pink. Depois a Silver. Agora o livro. Sim senhora, não haja duvida...Ah...mas agora me lembro: ela foi cúmplice ainda nem ela suspeitava, quando escreveu o primeiro comentário anónimo ao meu blog. Já na altura ela estava a ser cúmplice (porque foi o sinal que eu tinha combinado com Jesus) e nem sabia. Ó Lurdes, já tinhas pensado nisso? Que na altura já eras cúmplice?...

4 comentários:

Pedro Quitério disse...

Era suposto ser a Lurdes a comentar primeiro, mas não resisti...
Não há dúvida que esta é a compilação de uma história que envolve grandes amigos: a (O)Linda protagonista, a Lurdes J.C. e como as inicias indiciam, Jesus Cristo...
Tenho a acrescentar que os três são também importantes para mim, não posso esquecer que os primeiros comentários no meu blog foram da Olinda e da Lurdes (com as inicias LJC)... começo a perguntar-me agora a mim mesmo, será que foram?
Começo a pensar outra coisa: O Livro já foi apresentado e isto ainda vai acabar em Filme, por acaso a Lurdes não tem ninguém conhecido no mundo da cinematografia?...
Obrigado às duas por estarem de alguma forma na minha vida.
Abraços proooooolongadosssssss.
PQ

Lurdes disse...

Depois de ler este teu texto, fiquei a reflectir, a reflectir... E escrevi num caderno que tenho o comentario que se segue:
Nunca tinha sentido, interiorizado, o quanto o vazio é tão importante. Mais vale um vazio, que muitas plenitudes na mão.
Que interessante!
Trabalho com vazio, plenitude, sinto-as...
Mas nunca as tinha sentido no meu coração.
Ao ler este teu texto, percebi...
Cumplicidade...
Isso mesmo,
Do céu.
Resolveste o meu maior enigma.
Deste sol à minha lua
Razão de ser
De percorrer o caminho
Sem saber para onde vou...
Deixo-me guiar.
De certo um dia chegarei a esse mar de imensidão
Sentirei a plenitude celeste
Sentirei e brincarei
Com as estrelas
E de mão dada com elas
Vou dizer que fugi...
Para voltar e não partir...

Cumplicidade
Cumplicidade
Nunca tinha pensado nisso...
Que pérola preciosa
Que ... Que...
Aí! Que responsabilidade mais bela...
Sou quem sou
Cúmplice
Foi este o inicio do caminho para a minha descoberta...
Um abraço
Lurdes Jóia

Olinda Cristina disse...

Pedro, eu que agradeço pelo teu apoio, a tua presença e a tua amizade! Obrigada pro estares aqui! Abraço prooooolongadooooooo para ti!

Olinda Cristina disse...

Lurdes, ainda bem que estivemos hoje juntas e podemos falar sobre isto da cumplicidade! Que mudou as nossas vidas! Grata por tudo,tudo, sempre! abraço gigante!